Vítor Ribeiro teve uma passagem muito boa por Évora, arriscando e decidido a triunfar. Calhou-lhe em sorte dois bons toiros. No primeiro, um Castro de 555Kg, esperou-o à porta dos curros e levou-o entretido na montada. Cravou dois bons ferros compridos. Nos curtos a lide não foi fácil, já que o toiro se distraía com facilidade. Vítor cravou ferros com ligeiras batidas ao piton contrário de boa execução, de realçar o segundo curto de cortar a respiração. Rematou a lide com um bom ferro, dando as vantagens ao toiro. No segundo do seu lote um Pégoras de 560Kg, o cavaleiro tornou a estar num nível elevado. Iniciou a lide com uma “sorte gaiola” bem executada. Nos curtos o cavaleiro teve muito cuidado em colocar o toiro em terrenos favoráveis para a colocação de ferros ao estribo, bem rematados.
www.taurodromo.com
Vitor Ribeiro foi o cavaleiro que mais chegou esta tarde as bancadas, tocando-lhe em sorte o lote menos mau, teve duas lides vibrantes, entrou nos terrenos dos seus oponentes deixando vários ferros de boa nota tanto no seu primeiro como no segundo.
www.solesombra.net
A Vítor Ribeiro calhou a “prenda” da corrida, o terceiro pupilo de Canas Vigoroux, um “tio” “melocoton” e bragado de 560 Kgs., no qual as más intenções andaram a par com um imenso poder. O toiro que saiu alegre e vibrante, rapidamente se refugiou em tábuas, de onde só saiu para fazer mal e parando-se quase completamente nos momentos da reunião, retirando brilho e emoção a uma actuação séria, plena de mérito e exposição do cavaleiro. Foi calorosamente aplaudido, mas tivesse o toiro “chegado” mais ao público evidenciando completamente o “perigo tapado” que levava dentro e talvez estivéssemos a falar do triunfo da tarde. Onde sim mostrou todo o seu poderio e “fel” foi ante o G.F.A. de Santarém, Já lá iremos. No seu segundo, o exemplar de menor apresentação do festejo, com pouca cara e morrilho, Vítor Ribeiro voltou a andar em plano de seriedade, numa lide sóbria e bem estruturada, onde se destacou a brega do segundo ferro curto, deixando o toiro bem colocado no centro da arena e cravando com exactidão. Depois talvez tenha “mexido” demais no toiro aquando da preparação das sortes, levando-o a assumir comportamento semelhante aos irmãos, refugiando-se claramente em tábuas. Ainda assim cravou um último curto de qualidade e exposição, a sesgo, junto à porta dos curros e terminou a actuação sofrendo dois fortes toques na montada ao empenhar-se em cravar um ferro de
palmo
Vitor Ribeiro teve o pior lote da corrida, o de melhor e o de pior tipo! O 3º foi um bisco, de muito bom tipo, negro listão cinqueño, foi difícil, arreava com violência tanto pela frente com por detrás da montada! No momento do ferro cruzava-se. Ribeiro andou com muita vontade e tentou sempre dar a volta às dificuldades apresentadas pelo toiro. Grande ferro o terceiro curto, rematou com um palmito de boa nota.
Em 6º lugar saiu um colorado, de 600 e muitos quilos de peso, foi reservado, difícil, metia a cara alta no momento do ferro, veio a menos durante a lide. O cavaleiro cravou os compridos com decisão, para nos curtos mostrar que queria triunfar perante tamanho regalito! O toiro não era fácil, mas Ribeiro plantou-lhe cara, cravando os ferros com limpeza. Rematou a lide com quiebro de boa nota, que pena que na primeira tentativa não ter conseguido cravar, teria sido sem dúvida o ferro da corrida. Citou de praça a praça, o toiro na porta dos curros, aí pesam uma enormidade! Tardou na investida, mas Ribeiro não se intimidou, entrou nos terrenos quase proibidos e aí o toiro investiu com tudo! Ribeiro vai dar que falar nesta temporada
Vitor Ribeiro veio dizer-nos que está em grande forma, toureando de frente, ao piton contrário, dando vantagens, com um reportório variado e bem montado. Boa noção das distâncias e dos tempos, deu lide adequada ao de La Dehesilla vendo-se muito a gosto no melhor toiro dedicado à lide equestre.